Nikolas Ferreira rompe o silêncio e denuncia “perseguição” de aliados de Bolsonaro: “Ninguém mais suporta”

Em um desabafo contundente, o deputado federal expõe divisões internas na direita, critica "fiscalização de postagens" e reafirma lealdade a Flávio Bolsonaro para 2026.

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Foto: Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
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O cenário político da direita brasileira foi sacudido nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, por um manifesto público do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Após três anos de silêncio diante de ataques internos, o parlamentar decidiu expor o que chama de “clima insuportável” de perseguição e perseguição contra aliados históricos da família Bolsonaro, citando uma ala que, segundo ele, busca dividir a base para benefício próprio.

Nikolas saiu em defesa de nomes de peso como Bia Kicis, Caroline De Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, André Fernandes e Filipe Barros. Segundo o deputado, esses parlamentares — que formam a linha de frente do bolsonarismo na Câmara — tornaram-se alvos diários de uma “turma que nada agrega”, sendo perseguidos por não atingirem uma suposta “porcentagem de postagens” exigida por esses grupos.

“Rótulo de traidores” e desobediência às lideranças

No texto, Nikolas critica duramente a tática de rotular aliados leais como “traidores” sempre que há uma divergência de método. Ele aponta que esses ataques ignoram os pedidos de pacificação feitos pelas próprias lideranças e desobedecem publicamente a estratégia escolhida por Jair Bolsonaro.

“Postar você todos os dias, qualquer um faz. Isso é fácil. Mas conquistar os votos através das ideias, isso exige trabalho, preparo e inteligência”, disparou o deputado, sinalizando que a eficácia política da direita está sendo ameaçada por conflitos fúteis, como discussões sobre a “cor da camisa” utilizada em vídeos.

Foco no Planalto e na Anistia para 2026

Apesar das críticas internas, Nikolas Ferreira reafirmou sua lealdade absoluta ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. O deputado garantiu que fará “de tudo” para levar o senador ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano, destacando que Flávio representa a esperança de mudança e a possibilidade real de garantir a anistia para os presos do dia 8 de janeiro e para os perseguidos políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Pessoas de bom coração estão sendo enganadas por dissimulados que nada contribuíram para o país”, alertou Nikolas, prevendo que, se os ataques mentirosos continuarem, muitos apoiadores podem desistir do projeto de nação.

Estratégia de silêncio pelo país

O Portal F7 apurou que o desabafo de Nikolas Ferreira é visto como um “divisor de águas” para a militância digital. Ao finalizar, o deputado afirmou que, apesar de ter chegado ao seu limite humano, voltará a silenciar diante das provocações para não prejudicar a campanha eleitoral. “Permanecerei calado porque temos um país para salvar. Nosso inimigo é outro”, concluiu, pedindo que Flávio Bolsonaro tome as rédeas para dar um novo rumo ao movimento.

A declaração joga luz sobre as rachaduras na direita em um momento em que a unidade é considerada essencial para o sucesso nas urnas em outubro. O impacto dessa fala deve pautar as reuniões de cúpula do PL nos próximos dias.

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