A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira, uma operação que teve como alvo o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em um endereço ligado ao parlamentar, em Brasília, agentes apreenderam uma motocicleta Honda CB1000 e um carro BMW 440i.
A ação faz parte da quinta fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o chamado caso Banco Master.
Além dos veículos de luxo, a PF também recolheu documentos e materiais considerados relevantes para a investigação. Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, os mandados foram cumpridos em endereços ligados ao senador no Lago Sul, área nobre de Brasília.
De acordo com a investigação, empresários e operadores financeiros ligados ao Banco Master teriam mantido relação próxima com pessoas influentes no meio político. A Polícia Federal investiga suspeitas de pagamentos mensais que poderiam chegar a R$ 500 mil em troca de suposto favorecimento político e articulações de interesse do grupo financeiro em Brasília.
As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. Ao todo, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes estados brasileiros, além de um mandado de prisão temporária relacionado à investigação.
A defesa de Ciro Nogueira afirmou que o senador não participou de atividades ilícitas e declarou que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Os advogados também criticaram as medidas adotadas na operação e afirmaram que as decisões teriam sido baseadas em “mera troca de mensagens” entre terceiros.
A nova fase da operação rapidamente repercutiu nas redes sociais e movimentou os bastidores políticos em Brasília. Internautas comentaram principalmente as imagens dos veículos apreendidos pela PF durante a ação.
Nos últimos meses, o caso Banco Master passou a ganhar força nas investigações federais e já resultou em diferentes operações, apreensões e medidas autorizadas pelo STF. A apuração segue em andamento e, até o momento, não há condenação contra os investigados citados no processo.
