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Nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou uma maioria de votos para manter a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O julgamento, que ocorre em ambiente virtual, conta com os votos favoráveis à manutenção da detenção dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o caso, enquanto o decano Gilmar Mendes tem até as 23h59 de hoje para proferir seu voto, embora o placar já esteja definido.
Paulo Henrique Costa foi detido pela Polícia Federal no último dia 16, no Distrito Federal, durante a Operação Compliance Zero. A investigação mira um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria desviado recursos e beneficiado agentes públicos através de transações imobiliárias fraudulentas.
O esquema dos R$ 146 milhões em imóveis
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, Paulo Henrique Costa é suspeito de ter recebido uma vantagem indevida astronômica: imóveis de luxo avaliados em mais de R$ 146 milhões. Os bens teriam sido repassados pelo empresário Daniel Vorcaro como forma de garantir facilidades ou benefícios dentro da estrutura do banco estatal brasiliense.
A Operação Compliance Zero apurou que o esquema utilizava uma rede complexa de contratos e empresas para ocultar a origem lícita dos valores. Além do ex-presidente do BRB, um advogado também foi preso, e diversos mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços no Distrito Federal e em São Paulo, resultando no bloqueio de ativos financeiros dos envolvidos.
Impacto institucional e próximos passos
A manutenção da prisão pelo STF é vista como um balde de água fria para a defesa de Costa, que alegava falta de contemporaneidade nos fatos e ausência de riscos que justificassem o cárcere. Para os ministros que votaram pela prisão, a gravidade das acusações e o vulto dos valores envolvidos exigem a custódia para garantir a ordem pública e impedir a continuidade de possíveis ocultações de patrimônio.
O Portal F7 apurou que o BRB tem colaborado com as autoridades e reforçado suas políticas de controle interno desde o início das investigações. Paulo Henrique Costa, que já foi considerado uma das figuras mais influentes do setor financeiro público no DF, agora aguarda o encerramento do julgamento virtual e o avanço da denúncia do Ministério Público Federal. O caso segue sob sigilo em algumas frentes, mas a decisão do STF hoje reafirma o rigor da Corte em casos de alta corrupção financeira.

