Flávio Bolsonaro convoca militância contra “mentiras da esquerda” e lamenta fogo amigo: “Isso me preocupa”

O senador e pré-candidato ao Planalto reforça o foco na união da base e na defesa de Jair Bolsonaro, alertando para o desgaste causado por cobranças internas no "próprio time".

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Foto: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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Em meio ao cenário de ebulição na direita brasileira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais na madrugada deste sábado, 25 de abril de 2026, para publicar uma mensagem de agradecimento e um alerta estratégico aos seus apoiadores. Em tom de convocação, Flávio destacou que o projeto de “resgatar o Brasil” e honrar o legado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, depende exclusivamente da coesão do movimento.

O senador afirmou que o carinho recebido nas ruas e os dados das pesquisas internas reforçam a convicção de que o país deseja uma mudança de rumo em 2026. No entanto, o otimismo com os números contrasta com uma preocupação crescente do parlamentar: o desgaste causado por atritos internos. “Uma coisa continua me preocupando: as provocações e cobranças dentro do nosso próprio time”, desabafou Flávio.

Defesa contra a esquerda e o foco no “inimigo real”

Flávio Bolsonaro foi enfático ao definir qual deve ser o papel da militância digital e dos aliados políticos neste momento. Para ele, a energia gasta em conflitos internos deveria ser canalizada para o combate às narrativas adversárias. “Preciso muito de todos me defendendo das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”, escreveu o senador, sinalizando que a fragmentação da base só beneficia os opositores.

O posicionamento de Flávio ocorre simultaneamente ao desabafo do deputado Nikolas Ferreira, que também denunciou perseguições internas contra aliados leais. A fala do senador é vista como uma tentativa de pacificar o grupo e alinhar o discurso para as eleições presidenciais, onde a unidade é considerada o fator decisivo para a vitória da direita.

Compromisso com os “perseguidos políticos”

Além da estratégia eleitoral, Flávio reafirmou seu compromisso com a pauta da anistia. Ele destacou que sua missão no Planalto será voltada para “honrar meu pai e centenas de outros perseguidos políticos”, fazendo referência direta aos investigados e presos pelos atos de 8 de janeiro. Segundo o senador, sem o apoio popular de “corpo, alma e coração”, o movimento não teria forças para enfrentar o sistema político atual.

O Portal F7 apurou que a cúpula do PL monitora com atenção esses movimentos nas redes sociais, buscando evitar que o “fogo amigo” atinja as estruturas da campanha. A mensagem de Flávio Bolsonaro funciona como um comando de ordem para que o foco retorne às propostas de governo e ao enfrentamento ideológico com o atual governo federal, deixando de lado as métricas de “fiscalização” entre aliados que tanto têm incomodado parlamentares como Nikolas Ferreira.

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