A Justiça Militar de São Paulo retoma nesta segunda-feira o julgamento administrativo do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.
O processo pode resultar na expulsão definitiva do oficial da corporação caso o Conselho de Justificação conclua que a conduta dele é incompatível com a permanência na Polícia Militar.
As novas oitivas serão realizadas por videoconferência e devem reunir colegas de trabalho da vítima, além de policiais que participaram do atendimento da ocorrência registrada no apartamento onde o casal morava, na região do Brás, no Centro de São Paulo.
O CASO QUE CHOCOU A PM
A policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida dentro do imóvel do casal em fevereiro deste ano. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como possível suicídio.
No entanto, o caso passou a ser tratado como feminicídio após perícias técnicas apontarem inconsistências na versão apresentada pelo tenente-coronel.
Segundo as investigações, análises periciais identificaram elementos considerados incompatíveis com a hipótese inicial levantada na ocorrência. A Polícia Civil e o Ministério Público passaram então a aprofundar as apurações sobre a morte da policial militar.
O caso ganhou enorme repercussão dentro da própria corporação e também nas redes sociais, principalmente pelo fato de envolver dois integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
ACUSAÇÕES CONTRA O CORONEL
Além da acusação de feminicídio, Geraldo Leite Rosa Neto também responde por fraude processual.
Investigadores suspeitam que a cena encontrada no apartamento possa ter sido alterada após a morte da policial militar.
O oficial nega participação no crime.
A defesa do coronel afirma que ele é inocente e sustenta que as acusações ainda dependem de conclusão definitiva da Justiça.
O QUE É O CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO
O Conselho de Justificação é um procedimento administrativo utilizado pelas Forças Armadas e pela Polícia Militar para avaliar se oficiais possuem condições morais e disciplinares de continuar exercendo a função.
No caso de Geraldo Leite Rosa Neto, o conselho poderá recomendar sua expulsão da corporação independentemente do andamento do processo criminal.
A decisão final, porém, ainda dependerá das próximas etapas do julgamento administrativo.
NOVOS DEPOIMENTOS DEVEM SER DECISIVOS
Segundo informações ligadas ao processo, os novos depoimentos previstos para esta segunda-feira são considerados importantes porque envolvem pessoas próximas à vítima e policiais que participaram diretamente da ocorrência no dia da morte.
As oitivas podem ajudar a esclarecer contradições apontadas durante as investigações e reforçar elementos analisados pela perícia técnica.
O caso segue sob acompanhamento da Justiça Militar e da Polícia Civil de São Paulo.
REPERCUSSÃO
A morte da policial militar provocou forte comoção entre colegas da corporação e reacendeu debates sobre violência doméstica, feminicídio e casos envolvendo agentes de segurança pública.
Nas redes sociais, internautas cobram rapidez no julgamento e punição rigorosa caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça.
Até o momento, ainda não existe previsão para conclusão definitiva do processo administrativo e da ação criminal.
