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O mundo assiste a uma das escaladas militares mais perigosas das últimas décadas neste 7 de abril de 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede Truth Social para disparar um ultimato que pode mudar o destino do Oriente Médio nas próximas horas.
Trump afirmou categoricamente que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, caso o Irã não cumpra o prazo de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz. O canal é a principal rota de escoamento de petróleo do mundo e está sob bloqueio iraniano desde o início do conflito em fevereiro.
O presidente americano não poupou palavras ao descrever o regime iraniano como um sistema de “extorsão, corrupção e morte”. Ele reiterou que, se um acordo não for selado até as 21h (horário de Brasília), “o inferno cairá” sobre o país, com ataques focados em destruir toda a infraestrutura energética e pontes.
Washington alega que o exército americano já decimou a defesa de radar e grande parte da força militar iraniana, tornando os EUA “imparáveis” em uma ofensiva de larga escala. Trump indicou que não haverá novos adiamentos, após sucessivas extensões de prazos nas últimas semanas.
Escudos humanos e mobilização total em Teerã
Diante da ameaça iminente de bombardeio contra alvos civis e estratégicos, as autoridades iranianas adotaram uma medida desesperada. O governo convocou a população, especialmente jovens, estudantes e trabalhadores, a formarem correntes humanas ao redor de usinas de energia e infraestruturas vitais.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou no X (antigo Twitter) que mais de 14 milhões de cidadãos se registraram como voluntários para sacrificar suas vidas em defesa da nação. “Eu também estive, estou e continuarei pronto para dar a minha vida pelo Irã”, escreveu o mandatário.
O clima na capital, Teerã, é de pânico e incerteza, com relatos de moradores estocando mantimentos e buscando abrigos. A situação se agravou após ataques aéreos recentes atingirem bairros residenciais e hospitais, resultando em dezenas de mortos na província de Alborz e em Qom.
A comunidade internacional, liderada pela ONU e pela França, alerta que ataques à infraestrutura civil são proibidos pelo direito internacional e podem ser configurados como crimes de guerra. Trump, contudo, afirmou não estar preocupado com tais acusações, mantendo o foco na reabertura do estreito.
Impacto econômico e o risco de guerra total
O fechamento do Estreito de Ormuz já causou um salto de 50% no preço do barril de petróleo, que superou a marca de US$ 111 no mercado internacional. Países como Japão e Filipinas tentam mediar passagens seguras para petroleiros, mas o risco de um confronto direto entre as superpotências trava a economia global.
Enquanto os caças americanos e israelenses permanecem em alerta máximo, o Irã mantém sua postura de desafio, lançando drones contra bases americanas na Arábia Saudita e no Kuwait. O Speaker do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, ironizou as ameaças americanas, chamando a ação de Trump de “desequilibrada e estúpida”.
O prazo final desta terça-feira é visto por analistas como o ponto de não retorno. Caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado após as 21h, a promessa de Trump de “eliminar o país em uma noite” poderá dar início a um conflito de proporções incalculáveis para a segurança mundial.
Acompanhar cada minuto deste ultimato é essencial para entender se a diplomacia ainda terá espaço ou se as “portas do inferno” realmente se abrirão no Golfo Pérsico. O destino de milhões de pessoas depende das decisões que serão tomadas nas próximas horas.