Trump nega acordo de paz com o Irã e diz que pode bombardear ilha novamente apenas por diversão

Presidente norte americano rejeita negociações de cessar fogo e choca a comunidade internacional com declaração polêmica sobre ataques. Ministro iraniano rebate as falas e afirma que o país asiático nunca pediu qualquer tipo de trégua na guerra.

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Foto: Reprodução/ redes sociais

O cenário de guerra no Oriente Médio ganhou contornos ainda mais dramáticos e imprevisíveis neste domingo. O atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump concedeu uma entrevista bombástica para a rede de televisão NBC News e elevou drasticamente o tom das ameaças militares contra o regime de Teerã. As declarações do chefe de Estado norte americano chocaram diplomatas e analistas de todo o planeta devido à frieza e à agressividade das palavras escolhidas para descrever a continuidade do conflito armado.

Durante a conversa com os jornalistas da emissora Trump foi questionado sobre as negociações de paz e afirmou categoricamente que as autoridades iranianas desejam firmar um acordo para encerrar as hostilidades. No entanto o presidente foi implacável ao declarar que rejeitou a proposta porque considera que os termos oferecidos pelo país rival ainda não são suficientemente bons para os interesses globais dos americanos. A recusa frontal em sentar à mesa de negociações joga um balde de água fria nas expectativas de pacificação da região e sinaliza que a ofensiva militar liderada pela Casa Branca deve continuar com força total e sem data para terminar.

O ponto mais polêmico e estarrecedor da entrevista ocorreu quando o mandatário abordou os recentes ataques coordenados contra a infraestrutura de energia do país asiático. Ao comentar sobre a ilha de Kharg que funciona como o principal e mais vital centro de exportação de petróleo bruto do território iraniano Trump declarou que as forças armadas norte americanas poderiam bombardear os alvos petrolíferos novamente apenas por diversão. A utilização da palavra diversão para justificar uma operação bélica de destruição em massa gerou uma onda imediata de repúdio internacional e intensificou o pânico nos mercados financeiros globais que temem um colapso no fornecimento de combustível.

A resposta da cúpula iraniana ocorreu poucas horas após a exibição da entrevista. O ministro das Relações Exteriores do Irã Abbas Araghchi utilizou os meios de comunicação árabes e a emissora norte americana CBS News para rebater frontalmente as alegações do político republicano. O diplomata asiático desmentiu Trump e garantiu que o governo de Teerã jamais solicitou um cessar fogo ou implorou por negociações de paz. Araghchi reforçou que as forças militares do seu país estão totalmente prontas para se defenderem pelo tempo que for necessário e avisou que a guerra apenas terminará quando o Irã receber garantias absolutas de que as agressões não se repetirão no futuro.

A guerra aberta entre as duas nações teve início no dia vinte e oito de fevereiro com ataques coordenados das forças de Washington e de Tel Aviv. Desde então o país persa tem enfrentado ofensivas pesadas que resultaram em mudanças profundas no comando do seu governo agora liderado pela nova geração teocrática. A instabilidade gerada pelo embate direto entre as potências bélicas tem provocado uma escalada extremamente preocupante nos preços internacionais do barril de petróleo afetando de forma severa a economia de diversos países emergentes incluindo o mercado interno do Brasil. A equipe de redação do Portal F7 permanece em plantão contínuo durante todo o dia para trazer todas as atualizações oficiais e os próximos desdobramentos dessa grave crise diplomática mundial.

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