O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque militar em território venezuelano e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado durante a operação. A declaração foi publicada por Trump na rede Truth Social, onde ele escreveu que a ação teria sido “bem-sucedida” e que Maduro, junto com a esposa, Cilia Flores, teria sido “capturado e levado para fora do país”.
Segundo o relato divulgado por Trump, a operação teria contado com atuação coordenada e ele prometeu divulgar mais detalhes em breve. O presidente também anunciou uma coletiva de imprensa para as 13h (horário de Brasília), no resort de Mar-a-Lago, na Flórida, onde pretende explicar o que chamou de “ataque em grande escala” contra a Venezuela.
A informação, até aqui, parte diretamente da comunicação do próprio Trump. Ainda assim, o impacto político e diplomático é imediato: a hipótese de uma ação militar americana com a retirada do chefe de Estado venezuelano do país eleva a tensão regional e tende a provocar reações em cadeia, tanto de governos da América Latina quanto de potências que mantêm relações com Caracas.
Além da publicação de Trump, sites e perfis passaram a divulgar uma imagem atribuída ao episódio, sugerindo que Maduro estaria sob custódia a bordo de um navio americano. Uma dessas publicações descreve que Trump teria postado uma foto com a frase “Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima”, mas esse tipo de relato paralelo circula em meio ao noticiário e pode variar conforme a origem.
O cenário também levanta uma série de perguntas práticas que devem ser respondidas nas próximas horas: qual foi o alcance real da operação; se houve participação de agências civis e militares além do que foi dito nas redes; quais foram os alvos atingidos; e como ficam as relações diplomáticas com países que têm interesses na Venezuela. A depender de confirmações e novos comunicados, o episódio pode se transformar no principal tema da política externa dos EUA no início de 2026 e no maior ponto de pressão internacional sobre Caracas em anos.
No campo interno americano, a fala de Trump tende a gerar disputa política e cobranças por transparência, já que ações militares desse porte normalmente envolvem comunicações oficiais, justificativas e esclarecimentos sobre objetivos, riscos e consequências. No lado venezuelano, a expectativa é que o governo se manifeste com rapidez, negando ou confirmando detalhes, além de apontar medidas imediatas de segurança e resposta institucional.
Com a coletiva anunciada por Trump, o foco agora está em acompanhar o que será apresentado como evidência, quais autoridades vão se pronunciar e se haverá confirmação independente por fontes oficiais americanas e venezuelanas. Até lá, a orientação é tratar a declaração como o que ela é neste momento: um anúncio público feito pelo presidente dos EUA, que pode ganhar novas camadas de informação conforme os fatos forem sendo oficialmente detalhados.