Tenente coronel culpa filha da vítima por marcas no pescoço de policial morta

Em entrevista exclusiva para a televisão o oficial preso negou o assassinato da esposa. Ele tentou justificar os hematomas dizendo que a criança abraçava a mãe com muita força.

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Foto: Reprodução/ redes sociais

O caso da trágica morte da policial militar paulista ganhou um novo e chocante desdobramento nas últimas horas. O tenente coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio e concedeu a sua primeira e polêmica entrevista exclusiva para a imprensa nacional.

O oficial que atualmente cumpre prisão preventiva no presídio militar Romão Gomes conversou detalhadamente com o experiente jornalista Roberto Cabrini. A entrevista será exibida na íntegra pelo programa Domingo Espetacular da emissora Record mas alguns trechos já vazaram e causaram enorme revolta.

Durante o tenso bate papo o principal acusado do assassinato negou veementemente qualquer envolvimento na morte da sua companheira Gisele Alves Santana. Ele manteve a sua versão original afirmando com muita frieza que a jovem policial teria cometido suicídio dentro do apartamento.

O momento mais perturbador e revoltante da gravação ocorreu quando o jornalista questionou o oficial sobre as marcas misteriosas encontradas no pescoço da vítima. Os laudos do Instituto Médico Legal atestam que o corpo apresentava sinais muito claros de esganadura e hematomas recentes na região cervical.

Sem demonstrar nenhum tipo de emoção ou arrependimento o tenente coronel tentou justificar as lesões graves de uma forma inacreditável. Ele afirmou na frente das câmeras que as marcas provavelmente teriam sido feitas pela filha pequena da policial que tem apenas sete anos de idade.

Na sua versão absurda o acusado alegou que a criança tinha o costume de abraçar o pescoço da mãe com muita força e subir no colo dela para brincar. Essa declaração cruel gerou uma onda de repulsa imediata nas redes sociais pois tenta transferir a culpa de uma agressão para uma menina inocente que acabou de perder a sua mãe.

O oficial também negou a existência de agressões físicas anteriores apesar das mensagens recuperadas no celular da vítima provarem o contrário. A policial havia relatado para os familiares que o marido tinha enfiado a mão no rosto dela poucos dias antes do tiro fatal e que vivia com muito medo.

Quando questionado sobre o motivo de a família da policial não acreditar na sua inocência ele respondeu de forma esquiva. O tenente coronel declarou que se estivesse na mesma situação também não acreditaria que uma mulher tão jovem e cheia de vida como Gisele fosse capaz de tirar a própria vida de forma tão abrupta.

A entrevista completa promete trazer ainda mais contradições e indignação para esse caso que chocou o país. A defesa da vítima e o Ministério Público paulista continuam trabalhando incansavelmente para garantir que o oficial seja julgado e punido com o máximo rigor da lei pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

A redação do Portal F7 seguirá de plantão acompanhando a repercussão dessa entrevista explosiva. O nosso compromisso é trazer cada detalhe desse processo revoltante em busca de justiça e transparência para os nossos milhares de leitores diários.

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