domingo, agosto 31, 2025
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Tarcísio de Freitas defende redução de ministérios na Presidência para enxugar a máquina pública

Governador de São Paulo afirmou em evento que a Presidência deve liderar o ajuste fiscal e citou a Argentina como exemplo de gestão mais enxuta.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a ocupar espaço no debate político nacional ao defender uma ampla redução no número de ministérios da Presidência da República. A declaração foi feita durante o Seminário Brasil Hoje, promovido pelo Grupo Esfera Brasil, e rapidamente ganhou repercussão entre aliados e críticos.

Segundo Tarcísio, a necessidade de diminuir pastas ministeriais não é apenas uma questão administrativa, mas também um gesto simbólico de liderança. Para ele, cabe ao presidente da República dar o primeiro passo na busca por um Estado mais eficiente, enxuto e focado em resultados.

“Temos de encarar a agenda fiscal. O presidente da República precisa dar o exemplo e diminuir o número de ministérios”, disse o governador, ressaltando que essa medida teria impacto direto no orçamento e no funcionamento da máquina pública.

O governador citou o caso da Argentina como referência. Desde que assumiu a presidência em 2023, Javier Milei reduziu o número de ministérios para apenas nove e cortou milhares de cargos públicos. Segundo estimativas do governo argentino, as mudanças representam uma economia bilionária por ano. Para Tarcísio, o modelo argentino mostra que é possível fazer mais com menos, sem comprometer o funcionamento do Estado.

A fala do governador também trouxe à tona o debate sobre as reformas estruturais que o Brasil ainda precisa enfrentar. Ele destacou que, além da redução da máquina pública, o país precisa avançar em áreas como a reforma tributária, a reforma trabalhista e a reforma da Previdência. Esses temas, segundo ele, não podem mais ser adiados e exigem protagonismo do Congresso Nacional.

Tarcísio afirmou que a rigidez orçamentária brasileira é um dos maiores entraves ao desenvolvimento. Ao mencionar a desindexação da economia e a revisão de benefícios tributários, ele sinalizou para uma agenda que busca dar mais flexibilidade ao Estado, permitindo a realocação de recursos para setores estratégicos, como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Outro ponto destacado pelo governador foi a necessidade de resgatar a harmonia entre os poderes. Em sua avaliação, o excesso de conflito entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem paralisado decisões importantes e comprometido a governabilidade. Para ele, reduzir o tamanho da máquina pública seria um passo importante para retomar o equilíbrio institucional e fortalecer o processo democrático.

Ao longo de seu discurso, Tarcísio também apontou caminhos para o futuro. Ressaltou a importância da tecnologia e do conhecimento como motores centrais do desenvolvimento econômico e lembrou que países como Coreia do Sul e China conseguiram avançar rapidamente ao apostar em inovação e planejamento de longo prazo. Nesse contexto, ele defendeu que o Brasil precisa adotar estratégias ousadas para recuperar a competitividade global.

O governador ainda fez questão de mencionar o exemplo de Juscelino Kubitschek, presidente que marcou a história brasileira com o lema “50 anos em 5”. Para Tarcísio, JK mostrou que é possível combinar ousadia com execução eficiente. Ao evocar esse símbolo político, ele procurou associar sua própria visão a um período de modernização e crescimento acelerado.

A fala ganhou contornos políticos inevitáveis, já que Tarcísio é considerado um dos nomes mais fortes da oposição para a eleição presidencial de 2026. Embora tenha evitado falar sobre candidatura, sua presença em eventos nacionais e o tom de seus discursos reforçam a percepção de que ele se movimenta para além de São Paulo. Pesquisas recentes já apontam o governador tecnicamente empatado com Lula em cenários de segundo turno, o que aumenta ainda mais a expectativa em torno de suas declarações.

Entre apoiadores, a proposta de redução de ministérios foi vista como sinal de coragem e disposição para enfrentar um tema delicado. Já críticos argumentaram que a simples diminuição de pastas não é suficiente para resolver os problemas fiscais do país e que o corte poderia comprometer áreas importantes do governo.

Ainda assim, o discurso de Tarcísio encontrou eco em setores empresariais e em parte da opinião pública que enxerga o tamanho da máquina administrativa como um obstáculo para o crescimento econômico. Para esse grupo, o Brasil precisa, de fato, passar por um processo de racionalização do Estado, capaz de reduzir custos e aumentar a eficiência.

Ao final de sua participação, o governador reforçou que o debate não pode ser adiado. “O país precisa decidir se continuará preso a um conflito entre passado e futuro ou se terá coragem de escolher um novo caminho”, afirmou. Para ele, esse novo caminho passa pela redução da máquina pública, pelo protagonismo do Congresso nas reformas e pela valorização da tecnologia como alicerce de uma economia moderna.

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