O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi preso nesta sexta-feira no Paraguai, segundo informações divulgadas por autoridades e veículos de imprensa. A detenção ocorreu após ele deixar o Brasil de forma irregular, rompendo a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial.
De acordo com os dados apurados, Silvinei Vasques tentou embarcar para El Salvador utilizando documentos falsos, mas acabou interceptado ainda em território paraguaio. A prisão foi realizada por forças de segurança locais, que identificaram inconsistências na documentação apresentada e acionaram os procedimentos legais.
A saída do ex-diretor da PRF do Brasil ocorreu sem autorização judicial. A tornozeleira eletrônica, que servia para monitorar seus deslocamentos, teria sido rompida antes da fuga, o que agravou a situação jurídica do investigado. O caso passou a ser tratado também como descumprimento de medida cautelar.
Fontes ligadas à investigação indicam que as autoridades brasileiras já foram comunicadas oficialmente sobre a prisão. A partir disso, devem ser adotados os trâmites diplomáticos e jurídicos necessários para eventual extradição ou transferência de custódia, conforme prevê a legislação internacional.
Silvinei Vasques esteve à frente da Polícia Rodoviária Federal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e se tornou alvo de investigações relacionadas à atuação da corporação no período eleitoral. Esses inquéritos seguem em andamento no Brasil.
Até o momento, a defesa do ex-diretor não se manifestou publicamente sobre a prisão no Paraguai nem sobre as acusações envolvendo o uso de documentos falsos. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades brasileiras e paraguaias.