Ratinho convoca apresentadores, nega preconceito contra Erika Hilton e diz que faz jornalismo

Em nova postagem nas redes sociais, comunicador do SBT afirma que defende a população trans e classifica suas falas como crítica política. Ele pediu para que colegas da mídia não fiquem em silêncio.

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Foto: Reprodução/ redes sociais

A maior polêmica da televisão brasileira neste ano acaba de ganhar um capítulo explosivo. O apresentador Carlos Massa utilizou o seu perfil oficial no Instagram para publicar um verdadeiro manifesto de defesa e de convocação aos seus colegas de profissão. Após virar alvo de um processo milionário e de um pedido de prisão protocolado pela deputada federal Erika Hilton, o comunicador conhecido como Ratinho decidiu transformar o seu caso pessoal em um debate público sobre os limites da liberdade de expressão e do jornalismo no Brasil.

A postagem do apresentador foi milimetricamente calculada para rebater as acusações de que ele teria cometido um crime de ódio em rede nacional. No início do seu texto, Ratinho fez questão de afirmar categoricamente que defende a população trans. No entanto, ele justificou que essa defesa não anula o seu direito fundamental de questionar as pessoas que governam e ocupam espaços de poder na política nacional. Para o contratado do SBT, a sua discordância sobre a escolha de uma mulher transgênero para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher não passou de uma análise dos fatos. Ele declarou que crítica política não é preconceito, elevando o seu comentário ao patamar de jornalismo opinativo.

O ponto mais contundente e polêmico da publicação foi a atitude do apresentador de convocar outras figuras públicas para o centro do campo de batalha. Ratinho avisou aos seus milhões de seguidores que não vai ficar em silêncio diante da pressão da internet e da Justiça. Em um tom de desafio, ele convidou formalmente jornalistas, comentaristas e outros apresentadores de televisão a falarem e publicarem as suas verdadeiras opiniões sobre o caso. O comunicador encerrou a sua mensagem com um alerta aos seus pares, afirmando que não fiquem em silêncio porque o silêncio significa conivência com a situação.

A publicação ganhou uma tração gigantesca em poucos minutos e foi curtida por grandes páginas de fofoca e notícias, como o perfil Alfinetei, além de receber o apoio de milhares de fãs que concordam com a sua visão conservadora. Essa nova movimentação digital demonstra que o apresentador escolheu não recuar, mesmo após a própria direção do canal SBT emitir uma nota oficial repudiando as suas falas iniciais e afirmando que o caso seria tratado internamente pela cúpula da empresa.

Do outro lado do embate, a equipe jurídica da representante do Partido Socialismo e Liberdade mantém a firmeza do processo. A ação movida no Ministério Público exige o pagamento de dez milhões de reais em indenização por danos morais coletivos, pede a suspensão temporária do programa televisivo e solicita a abertura de um inquérito criminal por transfobia. O Portal F7 permanece acompanhando cada atualização dessa disputa que promete redefinir os limites das críticas políticas na televisão brasileira.

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