Portugal abre inquérito sobre denúncia de racismo envolvendo Vini Jr

Órgão ligado ao governo vai apurar episódio em Benfica x Real Madrid e pode aplicar multa se houver infração confirmada

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Foto : Reprodução/ redes sociais

Autoridades de Portugal anunciaram a abertura de um inquérito para apurar a denúncia de racismo relatada por Vinícius Júnior durante a partida entre Benfica e Real Madrid, disputada na terça-feira, 17 de fevereiro, pela Champions League. A medida foi divulgada nesta quarta-feira, 18, pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), organismo tutelado pelo governo português.

Segundo o comunicado noticiado pela imprensa local, a APCVD instaurou um processo de contraordenação com o objetivo de apurar os fatos a partir das informações que circularam em órgãos de comunicação social. Esse tipo de processo, no modelo português, é um procedimento administrativo usado para investigar possíveis infrações e, se confirmado o ato, pode resultar em sanções como multa.

O episódio ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, logo após o gol de Vinícius Júnior no segundo tempo, que garantiu a vitória do Real Madrid por 1 a 0. Após a comemoração, houve discussão em campo e o atacante brasileiro relatou ao árbitro que teria sido alvo de ofensa racista. O juiz, François Letexier, acionou o protocolo antidiscriminação, interrompendo o jogo por alguns minutos antes da retomada.

Na denúncia feita em campo, Vinícius apontou o argentino Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, como autor do insulto. Prestianni negou a acusação publicamente e o Benfica também se manifestou defendendo o atleta, afirmando que aguarda a apuração dos órgãos competentes.

Além da apuração em Portugal, a UEFA também abriu uma investigação disciplinar sobre alegações de comportamento discriminatório no jogo. A entidade informou que designou um inspetor de Ética e Disciplina para conduzir o caso e que novas informações seriam divulgadas no momento oportuno.

O caso repercutiu porque Vinícius Júnior já foi alvo de episódios semelhantes no futebol europeu em outras ocasiões, o que aumenta a pressão por respostas mais rápidas e punições mais firmes. A apuração agora ocorre em duas frentes, uma administrativa em Portugal e outra disciplinar na UEFA, com análise de relatórios oficiais, imagens e possíveis depoimentos dos envolvidos.

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