A Polícia Civil do Rio de Janeiro foi até um endereço ligado ao rapper Oruam para cumprir um mandado de prisão, mas o cantor não foi encontrado. Com isso, ele passou a ser considerado foragido, segundo informação divulgada pela própria Polícia Civil e publicada em reportagens da Agência Brasil.
O mandado foi determinado após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou a liminar que mantinha o artista em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica. De acordo com a Agência Brasil, a decisão foi tomada depois que relatórios de monitoramento apontaram uma sequência de violações relacionadas ao equipamento, incluindo períodos de interrupção de sinal e registro de descumprimento de condições impostas pela Justiça.
As informações divulgadas indicam que o sistema de monitoramento registrou diversas ocorrências. Em uma das atualizações, foi citado que houve dezenas de violações e que o equipamento estava desligado desde o último domingo, o que dificultaria o acompanhamento do cumprimento das medidas cautelares. Em outra atualização, também foi mencionado um relatório com interrupções de sinal em um intervalo específico de dias, dado usado como base para justificar a mudança de entendimento e a ordem de prisão.
Segundo a Agência Brasil, Oruam é réu em uma ação penal e também é investigado em outros procedimentos, e a decisão sobre a prisão se conecta ao descumprimento das regras estabelecidas quando ele havia sido autorizado a responder em liberdade com monitoramento eletrônico.
Após a expedição do mandado, a Polícia Civil informou que realizou diligências para localizá-lo, mas ainda não conseguiu cumprir a ordem judicial. O caso segue em andamento, e a localização do cantor depende do avanço das buscas e do cumprimento do mandado em aberto.
A situação reacende o debate sobre o uso de tornozeleira eletrônica como alternativa à prisão em determinados casos, já que o monitoramento depende do cumprimento rigoroso das condições impostas e do funcionamento contínuo do equipamento. Quando há registros de interrupção, desligamento ou ausência de sinal, a Justiça pode interpretar o cenário como risco ao acompanhamento do processo e rever a medida.
Até a última atualização, não havia informação oficial de apresentação voluntária do artista ou de prisão efetivada, e as autoridades mantêm o mandado pendente de cumprimento.