Piloto da Latam é preso em Congonhas suspeito de integrar rede de exploração sexual infantil

Polícia Civil de SP cumpriu prisão temporária dentro de avião e apreendeu materiais em endereços ligados ao investigado; caso é apurado desde 2025

Por f7
Foto: Reprodução/ redes sociais

Um piloto da Latam Airlines Brasil foi preso na manhã desta segunda-feira (9) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil que apura suspeitas de crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu pouco antes da decolagem de um voo que seguiria para o Rio de Janeiro.  

Segundo informações divulgadas por autoridades e repercutidas pela imprensa, o homem tem 60 anos e foi alvo de prisão temporária no âmbito de uma investigação conduzida por uma delegacia especializada vinculada ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A ação, chamada de “Operação Apertem os Cintos”, cumpriu ainda mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado na capital e na Grande São Paulo.  

De acordo com a Polícia Civil, o inquérito começou em outubro de 2025 e, até aqui, aponta a existência de uma rede estruturada voltada à exploração sexual de menores, com indícios de atuação coordenada e divisão de funções. Reportagens com base em comunicados oficiais apontam que já foram identificadas vítimas com idades entre 11 e 15 anos, e que o material recolhido nas diligências será analisado para detalhar como o esquema teria funcionado e se há outros envolvidos.  

Ainda conforme a apuração divulgada, a operação prendeu também uma mulher de 55 anos, investigada por possível participação no aliciamento de menores. Por se tratar de um caso que envolve crianças e adolescentes, detalhes como identidades, informações pessoais e elementos que possam expor vítimas ou menores investigados não são divulgados pelas autoridades, seguindo regras de proteção previstas na legislação.  

A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil listam, entre os crimes investigados, suspeitas relacionadas a estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, além de outras práticas associadas à investigação, como uso de documento falso e produção ou compartilhamento de material ilegal envolvendo menores. As acusações ainda dependem do avanço do inquérito, coleta de provas e decisões judiciais posteriores.  

Em nota citada por veículos de imprensa, a Latam informou que abriu apuração interna e se colocou à disposição para colaborar com as autoridades, reiterando que condena atividades criminosas e que segue padrões de conduta e segurança. O voo envolvido teria sido realizado normalmente após a retirada do piloto.  

O caso segue sob investigação e novas diligências podem ocorrer à medida que a polícia analisa os materiais apreendidos, ouve testemunhas e cruza informações do inquérito.  

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