Pacientes relatam avanços após tratamento experimental com polilaminina

Reportagem reúne depoimentos de dois voluntários que receberam a substância por decisão judicial após lesão medular

Por
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Foto: Reprodução/Instagram Diogo Barros Brollo

Dois pacientes que receberam o tratamento experimental com polilaminina relataram sinais de melhora nas semanas seguintes ao procedimento, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (20) pelo portal LeoDias. A matéria ouviu Bruno Freitas e Diogo Barros Brollo, apontados como os dois primeiros pacientes a receberem a substância após lesões graves na medula espinhal.  

A polilaminina é associada a uma linha de pesquisa conduzida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob coordenação da cientista Tatiana Coelho de Sampaio. O objetivo do estudo é investigar se a substância pode favorecer a recuperação funcional em casos específicos de trauma medular, tema que desperta atenção por ainda ter poucas alternativas terapêuticas com resultados consistentes.  

Na reportagem, Diogo Barros Brollo afirmou que começou a notar retorno de sensibilidade e alguns movimentos cerca de 15 dias após receber a aplicação e disse manter expectativa de evolução com a reabilitação. O texto também relata que ele foi submetido ao procedimento em dezembro de 2025, após a família conseguir autorização judicial, e que desde então segue internado e realizando fisioterapia.  

O caso é apresentado como parte de um conjunto de aplicações feitas em contexto excepcional, com decisões judiciais permitindo o uso do produto ainda fora de um programa amplo de distribuição. Esse tipo de autorização costuma gerar debate porque, em ciência clínica, resultados individuais ou relatos iniciais não substituem estudos maiores, com metodologia padronizada e acompanhamento de longo prazo.  

A repercussão em torno da polilaminina aumentou após reportagens destacarem que, em experiências iniciais, parte dos pacientes teria apresentado algum grau de recuperação. Ainda assim, especialistas e publicações que acompanham o tema reforçam que esses dados precisam ser confirmados em etapas formais, com critérios claros de inclusão, avaliação de segurança e verificação de eficácia.  

O avanço mais relevante no caminho regulatório é que, em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança do uso da polilaminina em humanos em condições específicas de lesão medular aguda. Essa fase tem foco principal em segurança e monitoramento de riscos, antes de etapas maiores voltadas a medir eficácia.  

Enquanto o processo científico avança, relatos como os descritos no LeoDias alimentam a discussão pública e a esperança de pacientes e familiares, mas o cenário ainda exige cautela para evitar conclusões precipitadas. A confirmação de benefícios em larga escala depende dos próximos resultados dos estudos clínicos e da análise das autoridades sanitárias.

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