Três crianças da mesma família seguem desaparecidas desde a tarde de domingo (4), na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a cerca de 250 km de São Luís. Elas teriam sido vistas pela última vez por volta das 15h, quando saíram para brincar. De acordo com relatos de familiares citados por veículos locais, o sumiço ocorreu enquanto brincavam perto de uma área de mata nas proximidades do povoado.
As crianças foram identificadas como Anderson Kauan, de 8 anos, e duas crianças menores da mesma família, descritas como irmãos em parte das publicações. Há divergências nos registros divulgados sobre o nome completo e a idade de uma delas, que aparece como Isabelle, com 5 ou 6 anos, e também como “Ágata Isabelle” em algumas matérias. O menino mais novo é Michael, de 4 anos, citado também como “Allan Michael” em outro relato.
O desaparecimento ganhou repercussão após manifestação do prefeito de Bacabal, Roberto Costa, que comunicou o caso nas redes sociais e afirmou ter acionado o secretário de Segurança do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, para reforçar o suporte às operações. Desde então, o trabalho de busca passou a envolver equipes estaduais e municipais, além de moradores e familiares que também participam das varreduras na região.
Segundo as informações publicadas, as buscas foram retomadas ainda de madrugada na terça feira (6), com mobilização de uma força tarefa que reúne Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e apoio especializado. As ações incluem varreduras em trilhas e pontos de vegetação mais fechada, checagem de áreas próximas a residências e acompanhamento de possíveis rotas de deslocamento.
A operação também passou a usar recursos de apoio aéreo e cinotécnico. Um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA) foi citado como parte do esforço, assim como cães farejadores empregados para ampliar o alcance das buscas em locais de difícil acesso. A presença desses equipamentos indica uma tentativa de acelerar a localização, já que o tempo é um fator decisivo em desaparecimentos, principalmente quando envolve crianças.
Durante a noite, a força tarefa ainda teria utilizado câmeras especiais com sensores de movimento, e as imagens estariam sendo analisadas, conforme registro atribuído ao comando do Corpo de Bombeiros em uma das publicações. Até o início da manhã de terça feira (6), as crianças ainda não haviam sido encontradas, segundo os relatos divulgados.
O caso mantém a comunidade em alerta e mobiliza solidariedade local, com familiares e vizinhos se revezando para acompanhar as equipes e fornecer informações. As autoridades não detalharam publicamente linhas de investigação nem hipóteses, e as buscas seguem concentradas em localizar as crianças com segurança.