O estado de São Paulo acordou com uma notícia absolutamente estarrecedora e que mancha as fileiras da segurança pública paulista. Um alto oficial da corporação foi preso nesta quarta feira sob a grave acusação de ter tirado a vida da própria companheira dentro de casa.
O Ministério Público estadual apresentou uma denúncia formal e extremamente pesada contra o tenente coronel da Polícia Militar chamado Geraldo Leite Rosa Neto. O experiente oficial de cinquenta e três anos agora virou réu perante a Justiça pelos crimes de feminicídio violência doméstica e fraude processual.
A vítima dessa triste e trágica história é a também policial militar Gisele Alves Santana que dividia a vida e o teto com o acusado. O crime brutal aconteceu no mês de fevereiro dentro do luxuoso apartamento do casal localizado na movimentada região do Brás no centro da capital paulista.
No dia do terrível acontecimento o marido ligou para o serviço de emergência relatando um suposto suicídio cometido pela sua mulher. O tenente coronel contou aos investigadores que havia pedido a separação minutos antes e que a esposa teria atirado contra a própria cabeça enquanto ele tomava banho.
No entanto essa frágil versão apresentada pelo marido começou a desmoronar completamente assim que os peritos criminais entraram no apartamento. A equipe técnica encontrou manchas de sangue em uma altura totalmente incompatível com a tese de uma pessoa que atira contra si mesma e cai no chão da sala.
Para afastar qualquer dúvida a Justiça determinou a exumação do corpo da vítima e a realização de uma minuciosa reprodução simulada dos fatos. Os novos laudos oficiais apontaram que era tecnicamente impossível que a soldado tivesse disparado a pesada pistola ponto quarenta contra o próprio rosto daquela exata forma.
A investigação conduzida pelas autoridades concluiu que o agressor surpreendeu a mulher de maneira totalmente covarde e violenta. O relatório final aponta que ele segurou a cabeça da vítima por trás utilizando a mão esquerda enquanto efetuava o disparo fatal de forma súbita e sem oferecer nenhuma chance de defesa.
Além da crueldade extrema do ato principal o oficial também foi denunciado pelo grave crime de fraude processual durante os momentos seguintes ao tiro mortal. Os rigorosos promotores afirmam que o denunciado adulterou intencionalmente a cena do crime para induzir os policiais ao erro e tentar sustentar a mentira do suicídio.
O extenso inquérito revelou que o casal vivia um relacionamento extremamente tóxico abusivo e repleto de restrições impostas pelo marido controlador. Os investigadores extraíram diversas trocas de mensagens do aparelho celular do acusado que mostram o alto nível de terror psicológico sofrido pela vítima diariamente.
Nas mensagens chocantes anexadas ao processo criminal o tenente coronel afirmava que toda mulher casada deveria ser totalmente submissa ao marido provedor. Ele também justificava as suas atitudes agressivas dizendo de forma fria que tratava a esposa da mesma forma que qualquer macho alfa trataria a sua fêmea dentro de casa.
Os relatos dramáticos encontrados no telefone mostram que Gisele já havia denunciado agressões físicas graves cometidas pelo marido poucos dias antes do seu assassinato. A mulher chegou a escrever para parentes que o marido havia enfiado a mão na cara dela revelando uma rotina de muito pânico e silêncio por trás da farda.
Diante do imenso volume de provas materiais e do enorme risco de interferência nas apurações a Justiça Militar acatou o pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva. O oficial foi localizado e detido na cidade de São José dos Campos sendo transferido imediatamente para o presídio militar Romão Gomes na capital.
A defesa técnica do acusado liderada pelo advogado Eugênio Malavasi declarou para a imprensa que considera a ordem de prisão uma medida totalmente ilegal e arbitrária. O representante legal argumenta que a Justiça Militar não possui competência legal para determinar prisões nesse tipo de caso e promete recorrer nos tribunais superiores.
A redação dedicada do Portal F7 continua acompanhando de perto cada novo desdobramento desse caso revoltante que chocou a sociedade civil e a internet. O nosso compromisso diário é trazer absolutamente todos os detalhes e atualizações em tempo real para manter o nosso leitor sempre muito bem informado.