A escalada do conflito no Oriente Médio não dá sinais de trégua. Nesta segunda-feira (2 de março de 2026), o Exército de Israel realizou uma intensa e precisa onda de bombardeios no Líbano, que resultou na morte de Hussein Makled, o chefe do quartel-general de inteligência do Hezbollah. A ofensiva ocorreu em resposta a um ataque massivo de drones e foguetes lançados pela milícia libanesa contra o norte de Israel durante a madrugada.
Segundo o comando militar de Tel Aviv, os ataques do Hezbollah foram uma tentativa declarada de vingar a recente morte do Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei. A maior parte dos projéteis foi interceptada pelo sistema de defesa antimísseis israelense ou caiu em áreas abertas, sem deixar vítimas fatais. No entanto, a retaliação israelense foi imediata e letal. Caças bombardearam alvos estratégicos no bairro de Dahiyeh, reduto do Hezbollah no sul de Beirute, eliminando Makled e destruindo infraestruturas cruciais do grupo.
Naim Qassem: O Alvo Principal
O desdobramento mais tenso desta segunda-feira, no entanto, veio por meio de um pronunciamento do Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Após os bombardeios, Katz declarou oficialmente que o atual secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, é agora um “alvo marcado para eliminação”. Qassem, que assumiu a liderança máxima do grupo no final de 2024 após o assassinato de Hassan Nasrallah, encontra-se sob fogo cruzado direto de Israel.
“A organização terrorista Hezbollah pagará um alto preço pelo disparo contra Israel. Naim Qassem, que decidiu disparar sob pressão do Irã, a partir de agora é um alvo marcado para eliminação”, afirmou o ministro em uma publicação na rede social X. Katz foi ainda mais incisivo em seu alerta durante uma visita ao centro de comando subterrâneo da Força Aérea: “Quem seguir o caminho de Khamenei descobrirá rapidamente que terminará como ele — nas profundezas do inferno”.
O Portal F7 apurou que, diante do iminente risco de uma invasão terrestre, o governo do Líbano tenta intervir de forma desesperada. Autoridades de Beirute anunciaram nesta segunda-feira a intenção de proibir as atividades militares do Hezbollah e orientaram o Exército libanês a desarmar o grupo para evitar a destruição total do país, mas o pedido parece ter sido ignorado pela milícia xiita. O mundo acompanha com tensão os próximos passos, enquanto a caçada a Naim Qassem se intensifica