Hytalo Santos e marido são condenados por exploração sexual de adolescentes na Paraíba

Sentença de 1ª instância fixa penas diferentes para o casal, mantém prisão preventiva e determina indenização por danos morais.

Por
f7
Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente

O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, conhecido como “Euro”, foram condenados pela Justiça da Paraíba por crimes relacionados à produção e divulgação de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A decisão é de primeira instância, foi proferida na comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e veio a público nos últimos dias por meio de reportagens e manifestações da defesa.  

Embora algumas publicações em redes sociais tenham resumido o caso como “condenação a 8 anos”, as penas divulgadas por veículos de imprensa apontam que os dois receberam punições diferentes. Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel Vicente recebeu pena de 8 anos e 10 meses.  

Além das penas de reclusão, a sentença também determinou pagamento de dias-multa e uma indenização por danos morais fixada em R$ 500 mil, considerando a gravidade do que foi apurado e o impacto sobre as vítimas.  

O processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação pública de detalhes. Mesmo assim, os relatos publicados indicam que a investigação e a ação judicial se concentraram na acusação de exposição de adolescentes a um contexto sexualizado para produção de conteúdo, com objetivo de gerar audiência e monetização em redes sociais.  

A sentença foi assinada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, e a condenação teria se baseado, entre outros pontos, no entendimento de que a caracterização do crime não depende necessariamente de nudez explícita ou contato físico, mas da presença de conotação sexual no material e do envolvimento de adolescentes. Esse tipo de interpretação já aparece em decisões judiciais e jurisprudência citadas em reportagens sobre o caso.  

A defesa do casal confirmou publicamente a condenação e indicou que pretende contestar a decisão. Em notas e declarações reproduzidas por veículos, os advogados sustentam que vão recorrer e afirmam discordar dos fundamentos utilizados, além de alegarem que houve preconceito na leitura do caso.  

Outro ponto destacado nas publicações é que Hytalo e Israel estariam presos preventivamente desde agosto de 2025. Com a condenação em primeira instância, o processo ainda pode ter novos capítulos, como recursos ao Tribunal de Justiça e eventuais discussões em instâncias superiores, a depender do andamento.  

Em termos práticos, a decisão reforça o foco das autoridades em crimes que envolvem exploração de menores no ambiente digital, especialmente em situações em que redes sociais e monetização são apontadas como parte do incentivo para a produção de conteúdo irregular.

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