O temor de um colapso na segurança global levou a Europa a tomar uma atitude drástica e sem precedentes nas últimas décadas. Nesta segunda-feira (2 de março de 2026), o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou oficialmente que o país irá aumentar o número de ogivas nucleares de seu arsenal. A declaração histórica foi feita durante um discurso na base naval secreta de submarinos de Île Longue, na costa francesa, e marca uma mudança agressiva na doutrina militar do continente em meio ao caos geopolítico.
“Vivemos um período de convulsão geopolítica carregado de riscos. É por isso que ordenei um aumento no número de ogivas nucleares em nosso arsenal”, declarou Macron diante de militares da Marinha. Com a saída do Reino Unido da União Europeia, a França é atualmente a única potência nuclear do bloco, possuindo cerca de 290 ogivas prontas para uso em submarinos e caças Dassault Rafale. O presidente francês não revelou o número exato de novas bombas que serão fabricadas, mas deixou claro o recado aos inimigos do Ocidente: “Quem quer ser livre, precisa ser temido. E quem quer ser temido, precisa ser forte”.
O Novo Escudo Atômico Europeu
A maior surpresa do pronunciamento, no entanto, foi a quebra de um tabu histórico. Macron anunciou que a França está disposta a estender seu “guarda-chuva nuclear” para proteger outras nações do continente. Pela primeira vez, o governo francês autorizou o desdobramento temporário de seus jatos armados com mísseis nucleares táticos para bases militares de países aliados.
A medida visa criar uma linha de defesa robusta no leste europeu e já recebeu o aval imediato de líderes da Alemanha, Polônia e Suécia. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, celebrou a iniciativa afirmando que o país já está em negociações avançadas para receber o programa de dissuasão avançada. “Estamos nos armando junto com nossos amigos para que nossos inimigos nunca ousem nos atacar”, disse Tusk.
Nos bastidores diplomáticos, o Portal F7 apurou que a decisão de Macron tem dois grandes motivadores. O primeiro é a ameaça constante da Rússia e a guerra em chamas no Oriente Médio, que colocou os Estados Unidos e o Irã em confronto militar direto. O segundo fator é a crescente desconfiança da Europa em relação à imprevisibilidade do atual governo americano sob o comando de Donald Trump. O líder francês destacou que os europeus precisam “retomar o controle de seu próprio destino” e não podem mais depender exclusivamente de Washington para garantir que suas nações não sejam varridas do mapa em caso de um ataque em larga escala.