Fachin garante que investigação do Banco Master vai até o fim “doa a quem doer”

Presidente do Supremo Tribunal Federal faz reunião a portas fechadas com o relator André Mendonça. Magistrado defendeu o distanciamento entre juízes e investigados e exigiu rigor constitucional.

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Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A cúpula do Supremo Tribunal Federal decidiu reagir de forma institucional à maior crise de imagem da Corte nos últimos anos. O presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, reafirmou a sua postura firme de que não vai cruzar os braços diante das graves denúncias envolvendo o caso do Banco Master. Com a promessa de que a Justiça vai atuar quando for necessário e doa a quem doer, Fachin assumiu a linha de frente para tentar resgatar a credibilidade do Judiciário brasileiro.

O clima de tensão culminou em uma reunião de emergência realizada entre Edson Fachin e o ministro André Mendonça, que é o atual relator da Operação Compliance Zero. O encontro a portas fechadas teve como pauta principal as recentes citações aos nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Essas menções comprometedores foram identificadas nos relatórios da Polícia Federal após a extração de dados do telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra preso preventivamente.

Diante da gravidade da situação e da pressão política provocada pelo pedido de impeachment no Senado, o presidente do STF procurou conversar com seus colegas de tribunal. Segundo apurações de bastidores, Fachin considera o cenário extremamente grave e vem insistindo na criação de um código de conduta rigoroso para os magistrados. O objetivo dessa medida seria sinalizar para a sociedade que a instituição está comprometida com a correção ética, mesmo diante de possíveis desvios individuais.

Na manhã desta terça feira, dia dez de março, Fachin aproveitou um evento oficial para mandar um recado público muito claro. Sem citar diretamente o nome do Banco Master, o presidente defendeu que é fundamental manter um saudável distanciamento entre os juízes, as partes envolvidas e os interesses em jogo nos processos judiciais.

O magistrado elevou o tom do discurso ao declarar que o Judiciário não nasceu como um privilégio de casta. Ele enfatizou que todas as atitudes da Corte devem estar flagrantemente amparadas no texto constitucional para não deixar nenhuma margem para dúvidas na população. O Portal F7 segue acompanhando cada passo da presidência do Supremo para conter a crise e garantir a total transparência das investigações em curso.

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