Extratos bancários indicam movimentação de R$ 35 milhões em fundo ligado a Vorcaro em negócio associado ao resort Tayayá

Reportagem afirma que aportes coincidem com negociação envolvendo empresa ligada a familiares de Dias Toffoli; ministro e empresário negam irregularidades

Por f7
Foto: Reprodução/ redes sociais

Extratos bancários mencionados em uma reportagem publicada neste fim de semana apontam movimentação de R$ 35 milhões em um fundo de investimentos associado ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em um negócio que envolveu participação societária ligada ao resort Tayayá, no Paraná. Segundo a apuração divulgada, os registros detalham uma sequência de aportes e aplicações que ocorreriam no período em que o fundo passou a integrar empresas relacionadas ao empreendimento.  

De acordo com as informações publicadas por veículos que repercutiram o conteúdo, os aportes teriam sido realizados por Fabiano Zettel, identificado como cunhado de Vorcaro, por meio de uma estrutura em cadeia de fundos. A reportagem também afirma que as datas desses aportes coincidiriam com etapas de formalização da sociedade entre o fundo e a empresa Maridt, citada como ligada à família do ministro Dias Toffoli.  

O tema ganhou força porque a existência de mensagens e referências a repasses ligados ao Tayayá aparece em material atribuído a relatórios da Polícia Federal, com menções extraídas de dados do celular de Vorcaro, apreendido em investigação. O conteúdo descrito aponta cobranças e autorizações de pagamentos associados ao empreendimento, o que passou a ser analisado por autoridades.  

No meio da repercussão, Toffoli decidiu se afastar da relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Segundo a Reuters, o ministro negou ter recebido pagamentos e afirmou não manter relacionamento com Vorcaro, enquanto colegas do STF divulgaram nota de apoio à conduta dele; o processo foi redistribuído, com indicação de novo relator.  

Até o momento, é importante separar o que está confirmado do que ainda é objeto de apuração. Os extratos e mensagens citados nas reportagens são descritos como elementos que reforçam suspeitas e levantam questionamentos sobre a origem e o destino de valores, mas a conclusão oficial sobre eventuais ilegalidades depende de análise técnica, validação documental e manifestações formais em investigação.  

O caso também reacende o debate sobre transparência em estruturas financeiras complexas, uso de fundos como veículos de investimento e possíveis conflitos de interesse quando autoridades públicas são citadas em negócios privados. Nos próximos dias, a tendência é que novas informações apareçam conforme relatórios sejam analisados e novas manifestações públicas sejam apresentadas pelos envolvidos e por órgãos de controle.

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