O escândalo bilionário do Banco Master acaba de tomar um rumo trágico e sombrio. Na noite de quarta-feira, dia 4 de março de 2026, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido no submundo como “Sicário”, tentou tirar a própria vida dentro da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele havia sido preso poucas horas antes durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Após ser encontrado desacordado pelos agentes na cela, Mourão passou por rigorosas manobras de reanimação e foi levado às pressas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital João XXIII. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais e a Polícia Federal confirmaram que a equipe médica iniciou o protocolo para atestar a morte encefálica do investigado devido à gravidade do quadro irreversível.
Quem era o Sicário
Para a Polícia Federal, Luiz Phillipi não era apenas um funcionário comum. Ele é apontado pelas investigações como o líder de uma milícia privada financiada por Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master. Com um salário chocante de 1 milhão de reais por mês, Sicário coordenava um grupo de capangas apelidado de “A Turma”. A principal função dessa equipe era espionar autoridades, hackear sistemas restritos do governo e intimidar qualquer pessoa que criticasse o esquema fraudulento do banco.
O nível de violência do grupo assustou as autoridades. Em mensagens interceptadas pela polícia, Vorcaro chegou a ordenar que Sicário simulasse um assalto para quebrar todos os dentes do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, como forma de vingança por reportagens publicadas sobre as irregularidades da instituição financeira.
Vídeos e investigação interna
Diante da gravidade do ocorrido dentro de uma instalação federal, a direção da Polícia Federal agiu rápido. A corporação comunicou o episódio imediatamente ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator do caso. A PF também garantiu que vai enviar todas as imagens das câmeras de segurança da carceragem ao STF para comprovar a dinâmica do ato e afastar qualquer suspeita de queima de arquivo. Um procedimento interno foi aberto para apurar as falhas que permitiram a tentativa de suicídio.
Aviso: Caso você esteja passando por sofrimento emocional ou tenha pensamentos suicidas, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende de forma gratuita e sigilosa 24 horas por dia pelo telefone 188.