A morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, na região da Praia Brava, no Norte de Florianópolis, se transformou em um dos casos de maus-tratos mais repercutidos em Santa Catarina nas últimas semanas. O animal, que vivia há anos circulando pela comunidade e era cuidado por moradores e comerciantes locais, morreu após sofrer agressões graves, segundo as primeiras informações apuradas pelas autoridades.
Orelha era considerado parte do cotidiano da região. Frequentemente visto próximo à faixa de areia e em áreas de movimento turístico, ele era alimentado e protegido por pessoas que acompanhavam sua rotina. A comoção aumentou após relatos de que o cão teria sido atacado por um grupo de adolescentes, episódio que passou a ser investigado formalmente pela Polícia Civil.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, o animal foi encontrado com ferimentos severos, principalmente na região da cabeça. Ele chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu à gravidade do quadro. O caso gerou indignação nas redes sociais e levou moradores a cobrarem respostas rápidas das autoridades.
A investigação avançou nos últimos dias com o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A Polícia Civil realizou diligências em endereços ligados aos suspeitos e recolheu aparelhos eletrônicos que agora serão analisados. Como o caso envolve menores de idade, parte do procedimento corre sob sigilo, o que limita a divulgação de detalhes públicos.
Além da apuração principal, reportagens também indicaram que o mesmo grupo investigado poderia ter envolvimento em outra ocorrência de maus-tratos na região, relacionada a um segundo animal. Essa linha ainda está sendo verificada pelas autoridades, que tratam o caso como prioridade.
O episódio reacendeu discussões sobre violência contra animais e responsabilização legal. No Brasil, maus-tratos a cães e gatos é crime previsto em lei, com penas que podem incluir reclusão e multa. Quando há participação de adolescentes, o caso segue regras específicas do Estatuto da Criança e do Adolescente, com aplicação de medidas socioeducativas, além da responsabilização dos envolvidos dentro do sistema judicial adequado.
Para investigadores, a repercussão do caso também reforça a importância de denúncias rápidas e do apoio da população. Informações e imagens podem ser fundamentais para esclarecer o que aconteceu e evitar que episódios semelhantes se repitam.
Enquanto a apuração segue em andamento, moradores da Praia Brava organizam homenagens e manifestações pedindo justiça. Orelha, que era visto como símbolo de convivência comunitária, acabou se tornando também um alerta sobre a necessidade de fiscalização e punição em casos de crueldade contra animais.
A Polícia Civil e o Ministério Público seguem ouvindo testemunhas e reunindo provas. Novas atualizações devem ser divulgadas conforme o andamento das investigações.