Carlos Bolsonaro detona PF e acusa Lulinha de desvio no INSS: “Em nome da democracia”

Vereador relembra buscas em sua casa e questiona impunidade do filho de Lula em duro desabafo nas redes.

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Vereador Carlos Bolsonaro

O cenário político nacional ganhou um novo e explosivo capítulo de tensão nesta segunda-feira (2 de março de 2026). O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) utilizou sua conta oficial no X (antigo Twitter) para fazer um duro desabafo contra a Polícia Federal (PF) e o sistema de Justiça brasileiro. Em uma publicação contundente, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou ser vítima de perseguição do Estado e mirou sua artilharia diretamente contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acusando o filho do atual presidente de envolvimento em fraudes milionárias no INSS.

Para fundamentar sua indignação, Carlos relembrou a megaoperação policial da qual foi alvo no início de 2024. “Já sofri buscas e apreensões, fui intimidado uma infinidade de vezes pela Polícia Federal, invadiram minha casa, helicóptero cumprindo determinações, levaram coisas pessoais, que não tenho até hoje e muito mais”, relatou o parlamentar. A queixa refere-se à ação da PF que investigou o núcleo político da chamada “Abin paralela”, um suposto esquema de espionagem ilegal. Na ocasião, agentes chegaram de helicóptero à residência da família em Angra dos Reis, apreendendo celulares e computadores do vereador, itens que, segundo ele, seguem retidos sem que se prove o “verdadeiro motivo de nada”.

O Escândalo do INSS e as Acusações a Lulinha

O ápice da publicação ocorre quando o parlamentar traça um paralelo com a situação da família presidencial. “Por que, até hoje, nada disso aconteceu com o filho do Lula, visto que, em tese, está envolvido até os dentes com desvios de dinheiro do INSS, de velhinhos, e outros absurdos?”, questionou Carlos. A declaração joga luz sobre as recentes investigações da Operação Sem Desconto da PF e da atual CPMI do INSS no Congresso Nacional.

As apurações revelaram um esquema bilionário de descontos associativos fraudulentos em aposentadorias. O nome de Fábio Luís foi tragado para o centro do escândalo após a quebra de seu sigilo ser aprovada por parlamentares em fevereiro de 2026. A decisão ocorreu após a interceptação de mensagens de WhatsApp revelarem repasses de R$ 300 mil de um lobista, conhecido como “Careca do INSS”, para uma empresa ligada a uma sócia de Lulinha. Nas conversas apreendidas, o lobista referia-se ao destinatário do dinheiro em espécie como “o filho do rapaz”.

Embora a defesa de Lulinha classifique as suspeitas como uma “medida esdrúxula” para desgastar o governo e a PF ressalte que ainda não há provas de sua participação direta na execução das fraudes, a ausência de mandados de busca e apreensão contra ele tem inflamado a oposição.

Carlos Bolsonaro finalizou seu pronunciamento com uma forte dose de ironia ao sistema: “Obviamente, tudo funciona em nome da democracia!”. O Portal F7 segue acompanhando os desdobramentos. Até o fechamento desta reportagem, o Palácio do Planalto não emitiu nota oficial rebatendo a publicação.

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