Cardiologista detalha quadro muito grave de Bolsonaro na UTI e revela saturação em oitenta por cento

O médico Leandro Echenique concedeu entrevista para explicar a crise sofrida pelo ex presidente durante a madrugada. Rápido atendimento hospitalar e uso de dois antibióticos potentes evitaram uma tragédia maior.

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Foto: Reprodução/ redes sociais

Os momentos de tensão vividos pelo ex presidente Jair Bolsonaro durante a madrugada desta sexta feira foram minuciosamente esclarecidos pela sua equipe de saúde. Em uma entrevista coletiva que mobilizou a imprensa nacional, o cardiologista Leandro Echenique, médico pessoal do político, trouxe a público os detalhes do agravamento repentino do estado clínico do paciente. As informações oficiais confirmam que a transferência de emergência para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star foi motivada por um quadro infeccioso considerado muito grave e com alto risco de mortalidade.

Durante o seu pronunciamento aos jornalistas, o doutor Leandro Echenique explicou a cronologia dos sintomas que forçaram a ida imediata para o hospital. O médico relatou que tudo começou com episódios de febre e calafrios intensos e exuberantes. Segundo o especialista, quando o paciente perde o controle sobre o próprio corpo devido a esses tremores, a medicina classifica o quadro como bacteremia, que é um sinal claro de que a infecção bacteriana já conseguiu atingir a corrente sanguínea. Além dos calafrios, o político também apresentou falta de ar e episódios de vômito provocados por refluxo.

O momento mais crítico do relato médico envolveu a avaliação dos sinais vitais do ex presidente logo após a sua chegada à unidade de saúde. O cardiologista revelou que a saturação de oxigênio do paciente havia despencado para o preocupante nível de oitenta por cento. Outro fator de extremo alarme foi a pressão arterial, que registrou a marca de nove por cinco. O doutor Echenique destacou que, como Bolsonaro é um paciente diagnosticado com hipertensão, esse valor representa uma queda drástica e perigosa. Todos esses indicadores denotavam o início de uma infecção com severos critérios de gravidade.

O médico fez questão de ressaltar que a agilidade no socorro foi o diferencial para salvar a vida do paciente. Ele afirmou de forma categórica que em infecções importantes como essa, um atraso de apenas uma hora no atendimento faz uma diferença gigantesca no resultado final. Os exames de imagem e as análises de sangue confirmaram o diagnóstico de uma pneumonia bilateral, uma condição severa que atingiu os dois pulmões do paciente, com um impacto ainda maior no lado esquerdo do órgão respiratório.

Para conter o avanço imediato da bactéria, a equipe do hospital agiu de forma agressiva no tratamento. O cardiologista confirmou que o ex presidente passou a receber dois antibióticos extremamente potentes aplicados direto na veia. Essa estratégia medicamentosa busca reverter o quadro inflamatório o mais rápido possível. Devido à gravidade de todos os eventos registrados durante a crise de madrugada, Bolsonaro permanece sob monitoramento constante e ininterrupto na UTI, sem qualquer previsão para retornar ao quarto ou receber alta médica. O Portal F7 segue acompanhando as atualizações dos boletins médicos e os desdobramentos políticos desta internação de emergência na capital federal.

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