Cão Orelha: adolescentes voltam dos EUA e têm celulares apreendidos em investigação

Polícia Civil de SC intimou dois menores para depor e vai periciar aparelhos para esclarecer a dinâmica das agressões na Praia Brava

Por f7

Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), retornaram dos Estados Unidos nesta quinta-feira (29) e tiveram os celulares apreendidos pela Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo informações divulgadas na cobertura do caso, os jovens foram intimados a prestar depoimento e o material recolhido será submetido à perícia para ajudar a reconstruir a dinâmica das agressões e verificar se houve participação de outras pessoas.  

A informação ganhou repercussão porque a viagem ocorreu logo após o episódio que culminou na morte do animal. Reportagens apontam que os adolescentes estiveram em Orlando, na Flórida, onde passaram alguns dias em parques temáticos, enquanto a investigação avançava em Santa Catarina.  

O caso é apurado desde meados de janeiro, quando moradores da região da Praia Brava encontraram Orelha gravemente ferido e acionaram ajuda. O cão era conhecido na comunidade e recebia cuidados de pessoas da região. Ele chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas, diante da gravidade dos ferimentos, acabou submetido à eutanásia.  

A Polícia Civil afirma que identificou quatro adolescentes como suspeitos com base em depoimentos e registros de câmeras de segurança analisados durante as diligências. Como os envolvidos são menores de idade, os detalhes seguem sob regras de sigilo previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, e as identidades não são divulgadas.  

Nos últimos dias, a investigação também teve desdobramentos envolvendo adultos ligados aos adolescentes. A Polícia Civil informou que familiares passaram a ser investigados por suspeita de coação de testemunha, em um inquérito paralelo, apontando tentativas de interferir no andamento do caso.  

Além disso, decisões judiciais recentes reforçaram a necessidade de evitar exposição dos menores investigados. Uma liminar da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou a remoção de publicações e comentários em redes sociais que identifiquem os adolescentes suspeitos, para impedir divulgação de dados que permitam reconhecê-los.  

Com a chegada dos adolescentes ao estado e a apreensão dos celulares, a Polícia Civil deve ampliar a análise de mensagens, registros e arquivos que possam ajudar a confirmar rotas, horários, contatos e possíveis combinações envolvendo o episódio. A expectativa é que novos depoimentos e laudos periciais fortaleçam a linha investigativa e permitam esclarecer, com precisão, o que ocorreu antes e depois das agressões.

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