Um cachorro comunitário conhecido como Abacate morreu após ser baleado na manhã de terça-feira (27) no município de Toledo, no oeste do Paraná. O animal era cuidado por moradores do bairro Tocantins e sua morte repercutiu como mais um episódio de violência contra animais, em meio à comoção que ainda envolve outro caso semelhante, o do cão Orelha , em Florianópolis.
De acordo com a coordenadora de Proteção e Defesa Animal de Toledo, Cinthia Moura, o cão foi encontrado ferido por pessoas da comunidade na manhã de terça. Ele foi rapidamente levado a um hospital veterinário particular, onde passou por exames e por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos causados pelo disparo. A bala perfurou o intestino do animal, o que tornou grave o quadro clínico e levou à sua morte.
Moradores e protetores de animais da região se dizem chocados com o ocorrido, salientando que Abacate era um cão dócil, querido pelos vizinhos e parte da rotina do bairro. O cientista de dados Leandro Volanick, que ajudava a cuidar do animal, publicou nas redes sociais relatos emocionados sobre sua convivência com o cão e lamentou o ataque. “Era um amor de cachorro, dócil e brincalhão”, escreveu, ressaltando a tristeza da comunidade.
A morte de Abacate foi registrada pela Coordenação de Proteção e Defesa Animal e encaminhada à Polícia Civil do Paraná para investigação. Até o momento, não há informações públicas sobre quem efetuou o disparo ou sobre motivação do crime. Autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre eventuais suspeitos, e o caso segue em apuração.
Em resposta ao episódio, moradores organizam uma manifestação no Parque do Povo, em Toledo, marcada para as 10h do próximo sábado (31), com o objetivo de pedir justiça e reforçar a importância de medidas contra maus-tratos a animais. “Ele não pode ser esquecido”, afirmou um dos moradores que compartilhou a iniciativa.
O caso ocorre poucos dias após a morte do cão conhecido como Orelha, em Florianópolis, que também foi alvo de violência e ganhou ampla repercussão nacional. Esse outro episódio mobilizou protestos e reflexões sobre proteção animal em várias regiões do país.
Organizações e protetores de animais ressaltam que episódios de agressões a cães comunitários — que vivem próximos às pessoas e recebem cuidados espontâneos de moradores — têm impacto não apenas local, mas também na percepção sobre a necessidade de leis mais rígidas e de ações preventivas contra crueldade. Enquanto isso, moradores do bairro Tocantins lamentam a perda de Abacate e esperam que a investigação policial possa identificar os responsáveis pelo disparo e que medidas legais cabíveis sejam tomadas.