CÂMARA VOTA NESTA 4ª (01/10) MUDANÇAS HISTÓRICAS NO IMPOSTO DE RENDA

Por f7

Nesta quarta-feira, 1º de outubro de 2025, a Câmara dos Deputados está marcada para votar mudanças expressivas no Imposto de Renda propostas pelo Governo Federal. Entre os pontos principais está a isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais, além da adoção de alíquota extra para escalões mais elevados da renda.  

A proposta, que tramita sob forte pressão política, tem como objetivo beneficiar aproximadamente 16 milhões de pessoas e representar um alívio para muitos contribuintes da classe média baqueados pela inflação e ajustes fiscais recentes.   Entretanto, o texto também prevê compensações para manter o equilíbrio das contas públicas, com tributos mais pesados para renda elevada e mecanismos de controle.  

O relator da matéria, deputado Arthur Lira (PP-AL), já apresentou parecer alinhado ao governo, elevando o teto da isenção e buscando apoio entre as bancadas aliadas e parte da oposição.   Em reuniões prévias, deputados do agronegócio também pleitearam incluir produtores rurais no benefício, argumentando que muitos enfrentam margens apertadas devido aos custos de produção e à conjuntura econômica.  

A votação assume caráter simbólico e decisivo: caso aprovado com regime de urgência, o projeto dispensará tramitação por algumas comissões e poderá seguir rapidamente ao Senado.   Do contrário, poderá sofrer modificações ou até ser estancado devido à complexidade tributária e ao impacto orçamentário.

Há resistências dentro da própria base governista: parcela dos parlamentares teme que a renúncia fiscal gerada pela isenção possa comprometer receitas de programas sociais e a saúde financeira da União. Por isso, vários deputados já articulam emendas ou vetos pontuais para ajustar o texto.

Se a proposta for aprovada, entrará em vigor em 2026 para a declaração do IR. Contribuintes que até agora pagavam para rendas mais baixas poderão se beneficiar do novo critério, enquanto quem ganha acima das faixas mais altas enfrentará alíquotas extraordinárias previstas no projeto.

A votação de hoje será acompanhada de perto por analistas econômicos e entidades fiscais. O resultado pode dar direção ao cenário tributário nacional nos próximos anos e servir como parâmetro no debate eleitoral que se aproxima.

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