A ex primeira-dama Michelle Bolsonaro informou neste sábado (27) que o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico para realizar um procedimento voltado ao tratamento de crises de soluço. A atualização foi publicada nas redes sociais e menciona que a intervenção envolve o bloqueio do nervo frênico, técnica usada em alguns casos quando o soluço persiste e não melhora com medidas iniciais.
O episódio acontece enquanto Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. De acordo com as informações divulgadas por veículos que acompanham o caso, a internação ocorreu após autorização para o procedimento médico e inclui esquema de segurança e regras próprias do ambiente hospitalar, já que o ex-presidente estava sob custódia.
Nos últimos dias, a equipe médica vinha acompanhando, além do pós-operatório, as queixas relacionadas a crises de soluço e a desconfortos associados. Boletim divulgado na sexta-feira (26) apontou que foram feitos ajustes de medicações para soluço e para refluxo gastroesofágico, e que Bolsonaro iniciou fisioterapia no hospital. O mesmo boletim também indicou que, naquele momento, não havia previsão de novos exames complementares ou procedimentos no dia.
Ainda assim, especialistas que acompanham o ex-presidente admitiram a possibilidade de uma medida adicional caso os soluços continuassem. Segundo o SBT News, médicos afirmaram que o bloqueio anestésico do nervo frênico poderia ser realizado até a segunda-feira (29), dependendo da resposta clínica do paciente e da evolução após a cirurgia feita para correção das hérnias.
O nervo frênico tem relação direta com o diafragma, músculo essencial para a respiração, e por isso procedimentos citados nesse contexto costumam ser tratados com cautela e avaliação individual. Em termos gerais, crises de soluço podem aparecer por vários motivos, incluindo irritação do diafragma, refluxo, efeitos de medicamentos, estresse e condições clínicas que exigem investigação, principalmente quando o quadro é prolongado e interfere em alimentação, sono e recuperação. No caso de Bolsonaro, os próprios boletins citados na imprensa destacam que a equipe buscou controlar o sintoma com ajustes de medicação, enquanto monitora o restante do pós-operatório.
A atualização de Michelle também chamou atenção por mencionar um período prolongado de desconforto do ex-presidente, com referência a “meses de luta” com crises recorrentes. A publicação pede orações e diz que o objetivo do procedimento é alcançar alívio definitivo, sem entrar em detalhes técnicos além do nome do bloqueio citado.
Até a última atualização reunida por veículos nacionais, Bolsonaro permanecia internado no DF Star, com acompanhamento médico e rotinas de reabilitação no pós-cirúrgico. A expectativa de permanência no hospital, segundo reportagens baseadas em boletins, pode variar conforme a recuperação, controle da dor, evolução da mobilidade e estabilidade do quadro clínico geral.