Bolsonaro apresenta melhora renal, mas médicos ampliam antibióticos após piora na inflamação

Novo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star neste domingo revela oscilações no quadro clínico do ex presidente. Paciente segue na unidade de terapia intensiva e passa por intensificação na fisioterapia respiratória.

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Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O estado de saúde do ex presidente Jair Bolsonaro registrou oscilações cruciais durante o final de semana na capital federal. A direção do Hospital DF Star emitiu uma nova nota à imprensa neste domingo, dia quinze de março, trazendo atualizações detalhadas sobre o avanço do tratamento na Unidade de Terapia Intensiva. O documento oficial assinado pela junta médica revela um misto de alívio e extrema preocupação, evidenciando que o organismo do político idoso trava uma batalha dura e imprevisível contra a doença.

Na parte positiva do boletim, os especialistas confirmaram que o paciente evoluiu com estabilidade clínica nas últimas horas. A melhor notícia trazida pelo laudo foi a constatação de uma melhora importante na função renal. Esse dado traz um alívio imediato para a equipe e para a família, visto que o comunicado do dia anterior apontava dificuldades no funcionamento dos rins, o que poderia agravar de forma severa o quadro geral e levar a complicações irreversíveis. O político segue lutando contra a pneumonia bacteriana bilateral que afeta os seus dois pulmões e que foi desencadeada por um episódio acidental de broncoaspiração durante o sono.

Apesar da recuperação parcial dos rins, o otimismo esbarrou em uma nova e perigosa barreira laboratorial. Os médicos revelaram que os exames de sangue mais recentes acusaram uma nova elevação dos marcadores inflamatórios. Na prática médica, isso significa que a infecção bacteriana nos pulmões continua a resistir e está exigindo um esforço ainda maior do sistema imunológico. Diante desse quadro de piora na inflamação, a equipe liderada pelo cirurgião Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique precisou agir de forma rápida e agressiva. Os médicos decidiram ampliar a cobertura dos antibióticos, introduzindo medicações ainda mais fortes na veia para tentar aniquilar a bactéria de uma vez por todas.

A rotina de recuperação também precisou ser ajustada para lidar com a persistência da doença. O boletim relata que o paciente permanece recebendo suporte clínico intensivo e que os profissionais ordenaram uma intensificação imediata das sessões de fisioterapia respiratória e motora. O objetivo central é limpar as vias aéreas comprometidas e evitar a perda de massa muscular causada pelo tempo prolongado na cama da UTI. Mantendo a enorme cautela dos dias anteriores, a nota hospitalar finaliza afirmando categoricamente que não existe qualquer previsão de alta neste momento.

A instabilidade clínica apresentada neste domingo deve inflamar ainda mais os debates nos bastidores do poder judiciário. A defesa técnica do antigo chefe de Estado deve anexar a necessidade de ampliar a dose de antibióticos como uma nova prova documental para cobrar do Supremo Tribunal Federal a transferência imediata para a prisão domiciliar. Os advogados insistem que o ambiente carcerário é totalmente incompatível com um paciente que demanda suporte intensivo de terapia intensiva e mudanças rápidas de medicação. O Portal F7 permanece em plantão permanente acompanhando os sinais vitais do paciente e os futuros desdobramentos dessa complexa batalha jurídica e médica em Brasília.

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