O estado de saúde do ex presidente Jair Bolsonaro apresentou um declínio preocupante nas últimas horas de internação. Na tarde deste sábado, dia catorze de março, a direção do Hospital DF Star em Brasília emitiu um novo comunicado oficial à imprensa para atualizar o quadro clínico do político. De acordo com o documento assinado pela junta médica que acompanha o caso, o paciente registrou uma piora significativa na sua função renal, o que adiciona um novo e delicado obstáculo ao seu processo de recuperação na Unidade de Terapia Intensiva.
O boletim médico relata que o ex presidente permanece clinicamente estável diante do tratamento da pneumonia bacteriana bilateral. Essa infecção grave que atingiu os dois pulmões do paciente foi causada por um episódio de broncoaspiração ocorrido durante a madrugada de sexta feira. No entanto, a grande preocupação dos especialistas no momento atual recai sobre o novo comprometimento dos rins e a elevação dos marcadores inflamatórios apontados nos exames de sangue mais recentes. Essa alteração laboratorial indica que o organismo do paciente está travando uma batalha exaustiva e cada vez mais pesada contra a proliferação da bactéria.
Diante desse cenário de fragilidade sistêmica, a equipe liderada pelo cirurgião Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique optou por manter uma abordagem terapêutica extremamente rigorosa. Bolsonaro continua a receber altas doses de medicamentos antibióticos e hidratação contínua por via endovenosa. A rotina hospitalar do paciente também inclui sessões ininterruptas de fisioterapia respiratória para tentar limpar os pulmões e fisioterapia motora para preservar a força muscular. Os médicos destacaram ainda que medidas profiláticas foram adotadas para prevenir o surgimento de uma trombose venosa, um risco comum em pacientes que passam muito tempo acamados em unidades de tratamento intensivo.

A nota oficial do hospital encerra com uma informação que prolonga a angústia da família e dos apoiantes do político. A cúpula médica do DF Star cravou que não existe absolutamente nenhuma previsão de alta da UTI neste momento. Essa nova atualização do prontuário médico deve jogar ainda mais combustível na intensa fogueira jurídica e política que se formou em Brasília.
A defesa técnica do antigo chefe de Estado, que sofreu a crise respiratória enquanto estava detido nas instalações da Papudinha, deve anexar este novo documento aos processos em andamento. Os advogados argumentam que o agravamento do quadro, agora com falhas renais e alta inflamação, comprova a incapacidade do sistema prisional em garantir a saúde do apenado. A expectativa nos bastidores é que a família intensifique a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal para que os ministros autorizem a transferência definitiva do paciente para o regime de prisão domiciliar assim que ele apresentar condições mínimas de deixar as dependências do hospital. O Portal F7 segue de plantão acompanhando a evolução dos sinais vitais e os próximos movimentos judiciais em torno deste caso de repercussão global.