BACABAL: polícia reforça hipótese de queda no rio Mearim no caso de crianças desaparecidas

Investigação diz que falta de vestígios na mata e condições do terreno mantêm apuração aberta, sem descartar outras linhas.

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Foto: Reprodução/ redes sociais

A Polícia Civil do Maranhão segue investigando o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, vistos pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Sem pistas conclusivas após semanas de buscas, a linha considerada mais provável no momento é a possibilidade de as crianças terem se perdido na mata e, em algum ponto, caído no rio Mearim, que corta a região e integra o perímetro das operações.  

As investigações ganharam atenção nacional desde que o primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, também desapareceu no mesmo dia e foi encontrado dias depois, debilitado e sozinho. O relato do menino ajudou a delimitar áreas de procura e levou equipes a pontos de mata fechada, cabanas abandonadas e trilhas conhecidas por moradores. Autoridades disseram que cães farejadores indicaram deslocamentos próximos a cursos d’água, o que reforçou a necessidade de varreduras do outro lado do Mearim e em trechos onde a visibilidade é baixa por causa de água turva e vegetação densa.  

Com o avanço do tempo sem localização das crianças, a operação passou a combinar duas frentes. A primeira é a busca em campo, com bombeiros, policiais, voluntários e recursos como drones, helicópteros e equipes terrestres. A segunda é a investigação formal, com coleta de depoimentos, checagem de informações recebidas e apuração de boatos que circulam nas redes sociais. A Secretaria de Segurança do estado chegou a citar que notícias falsas têm atrapalhado o trabalho e ampliado o sofrimento da família, enquanto a polícia mantém o posicionamento de que nenhuma hipótese é descartada até o encerramento do inquérito.  

Na tentativa de ampliar a capacidade de busca em água, as forças públicas receberam reforço da Marinha, que atuou com equipamento de varredura subaquática do tipo side scan sonar, capaz de mapear o fundo do rio e identificar anomalias mesmo em locais de baixa visibilidade. O objetivo, segundo comunicados oficiais, é otimizar a atuação de mergulhadores e direcionar a procura para pontos mais prováveis, reduzindo áreas muito amplas e difíceis de cobrir apenas com buscas tradicionais.  

Até aqui, órgãos de segurança afirmam que não há suspeitos identificados e que não foram encontrados indícios concretos de crime, embora a investigação continue aberta. A polícia também tem se posicionado para desmentir acusações e versões sem comprovação que surgem online, reforçando que qualquer informação relevante deve ser encaminhada pelos canais formais para verificação. Enquanto isso, familiares seguem mobilizados e pedem que a divulgação do caso seja feita com responsabilidade, para evitar confusão e atrapalhar as apurações.  

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