André Mendonça concentra relatorias sensíveis e ganha protagonismo a oito meses da eleição de 2026

Ministro fica com caso Banco Master, já conduz apuração sobre descontos no INSS e integra a linha de comando do TSE no próximo ciclo

Por
f7
Foto: Reprodução/ redes sociais

A oito meses das eleições presidenciais de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, passou a concentrar relatorias e funções que colocam seu nome no centro do radar político e jurídico. Nas últimas semanas, ele foi escolhido para assumir a relatoria do inquérito do Banco Master no STF, em um caso que envolve apurações sobre a atuação do banco e repercute no sistema financeiro e em órgãos públicos.  

A mudança ocorreu depois de o ministro Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso. Segundo a Agência Brasil, a saída veio após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que havia menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apreendido em diligências da investigação. Em seguida, o STF fez a redistribuição eletrônica e Mendonça passou a ser o relator.  

Além do caso Master, Mendonça já estava à frente de outro tema com impacto social direto. Ele é relator, no STF, da investigação sobre descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, apuração que começou na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, e chegou à Corte por envolver suspeita com foro privilegiado. A estimativa divulgada na época apontava bilhões em descontos ao longo de anos, o que mantém o tema sob acompanhamento do governo, do Congresso e de entidades que representam beneficiários.  

O contexto fica ainda mais relevante porque, em paralelo, Mendonça também integra o circuito institucional da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral já registrou oficialmente que o ministro Kassio Nunes Marques será o próximo presidente do TSE e conduzirá as eleições gerais de 2026, assumindo ao final de maio de 2026, com a saída de Cármen Lúcia.  

Nesse desenho, a composição da cúpula do tribunal em 2026 também ganha atenção porque Mendonça tende a ocupar a vice-presidência no ciclo em que Nunes Marques presidirá a Corte, conforme apontam reportagens e análises publicadas desde a transição iniciada em 2024 e confirmadas por veículos que acompanharam o rodízio interno do TSE.  

Com isso, o ministro reúne três frentes simultâneas, uma investigação de alto impacto no sistema bancário, uma apuração de fraude com reflexo em benefícios previdenciários e participação no tribunal que organiza e fiscaliza o processo eleitoral. O resultado é um aumento natural de visibilidade sobre suas decisões, prazos e despachos, especialmente em um ano pré eleitoral em que qualquer movimento institucional relevante costuma gerar repercussão imediata.

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Digite aqui...

O Portal F7 utiliza cookies de navegação. Saiba mais.