O deputado federal André Janones (Rede-MG) reagiu neste domingo (11) à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Com mais de 3 milhões de seguidores, a página foi criada para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones afirmou que o grupo sairia do ar e classificou a medida como censura. O parlamentar também pediu que os seguidores compartilhassem sua gravação e anunciou que pretende transferir a comunidade para o Instagram, onde planeja continuar a mobilização política.
“Vocês venceram a batalha, mas a guerra vocês não venceram”, declarou o deputado, ao convocar os apoiadores a acompanhá-lo na nova plataforma.
POR QUE O TSE DETERMINOU A SUSPENSÃO?
A decisão foi tomada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após um pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
A representação sustenta que o canal teria sido utilizado para disseminar informações falsas sobre o adversário, incluindo alegações relacionadas ao Bolsa Família, às aposentadorias e a declarações atribuídas ao candidato sobre Nossa Senhora Aparecida.
Ao analisar o caso, Nunes Marques considerou que a distribuição em larga escala de conteúdos já reconhecidos pela Justiça Eleitoral como inverídicos poderia comprometer o equilíbrio da disputa. A suspensão foi determinada para o período até a homologação do resultado do segundo turno.
A decisão também prevê medidas relacionadas à preservação de dados e à apuração do funcionamento do canal.
JANONES NEGA DIVULGAÇÃO DE NOTÍCIAS FALSAS
O deputado contesta as acusações e afirma que o canal ainda estava em fase de organização e mobilização dos participantes, sem ter começado a publicar notícias. Ele sustenta que a iniciativa tinha como objetivo orientar apoiadores de Lula e ampliar a comunicação durante a campanha.
A suspensão, portanto, ocorre em meio a versões opostas sobre a finalidade e o conteúdo distribuído pelo grupo. A campanha de Flávio aponta uso da estrutura para disseminar desinformação, enquanto Janones nega as irregularidades.
Com a decisão, o deputado pretende manter a mobilização por outros meios digitais. A possibilidade de criar uma comunidade no Instagram foi apresentada por ele como alternativa para continuar em contato com os apoiadores.

